quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

DIDÁTICA


Didática é uma ciência cujo objetivo fundamental é ocupar-se das estratégias de ensino, das questões práticas relativas á metodologia e das estratégias de aprendizagem. Sua busca de cientificidade se apóia em posturas filosóficas como o funcionalismo, o positivismo, assim como no formalismo e no idealismo.

  1. O Papel da Didática
A didática deve servir como mecanismo de tradução prática, no exercício educativo, de decisões filosóficas-políticas e epistemológicas de um projeto histórico de desenvolvimento do povo.A didática para assumir um papel significativo na formação do educador não poderá reduzir-se e dedicar-se somente ao ensino de meios e mecanismos pelos quais desenvolve-se o processo de ensino -aprendizagem, e sim, deverá ser um modo crítico de desenvolver uma prática educativa forjadora de um projeto histórico.
  1.   Didática e Currículo
A tendência atual considera imprescindível uma integração entre currículo e didática, esta favorecendo o trabalho de aula. Os estudos curriculares tendem a aspectos mais globais, expondo como se realiza a seleção e organização do conhecimento, e como esse processo de seleção não é neutro, favorecendo a certos grupos frente a outros. O enfoque curricular há de ampliar o "que", o "porque", o "para que" e, em que condições há que levar-se a cabo o ensino, mas sempre colocando no centro de suas considerações o aluno. Para que estes conteúdos curriculares cumpram seu objetivo é necessária uma adequada seleção e uso acertado das melhores estratégias didáticas, que não poderão ser independentes do conteúdo, dos objetivos e nem do contexto. É importante para atingir as metas pretendidas uma estreita colaboração entre a elaboração do currículo e a escolha de estratégias didáticas.



PARÓDIA DA MÚSICA SERÁ - POR ALICIANE


SERÁ?

VEJO TANTO POR AÍ
AVAREZA, POLUIÇÃO
O HOMEM QUER SE DESTRUIR
AO PRÓXIMO NÃO DÁ A MÃO

VAMOS TODOS JUNTOS
RECICLAR, CRIAR HUMANIZAÇÃO
MELHORAR O NOSSO PLANETA
VAMOS FAZER UMA REVOLUÇÃO

SERÁ QUE É TUDO ISSO EM VÃO?
SERÁ QUE VAMOS CONSEGUIR VENCER?
SERÁ SÓ IMAGINAÇÃO
QUE UM DIA NO MUNDO VAI TER UNIÃO

Ô Ô Ô Ô Ô Ô

TRANSFORMAR A HUMANIDADE
É UMA NOVA CONCEPÇÃO
OLHAR PRO NOSSO INTERIOR
E DESFRUTAR DO VERDADEIRO AMOR
CONQUISTAR A LIBERDADE
IMAGINANDO ALGUMA SOLUÇÃO
PRA QUE ESSE NOSSO EGOÍSMO
NÃO DESTRUA O NOSSO CORAÇÃO

BRIGAR, PRA QUE?
VAMOS VIVER
NOSSO PLANETA VAMOS PROTEGER
SERÁ QUE NOSSOS FILHOS VÃO TER QUE RESPONDER
PELOS ERROS MORTAIS
QUE ACONTECER?

ESSA PARTE EM NEGRITO É PARA TODAS CANTAREM JUNTAS

A VALORIZAÇÃO DO EDUCADOR



       Os professores, como agentes de mudanças e formadores das novas gerações, são essenciais para a sociedade e para o desenvolvimento de um país, mas infelizmente nem sempre são respeitados nos seus direitos e valorizados pela sociedade e o Poder Público.
       No que se refere à valorização dos educadores são vários os aspectos relacionados. Sem dúvida, que um deles, é a exigência de formação adequada para o exercício profissional. No que se refere a esse aspecto, a lei, em seu artigo 62, admite duas hipóteses em relação ao ensino básico:
ü  Últimas quatro séries do ensino fundamental e ensino médio: formação em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação;
ü  Educação infantil e quatro primeiras séries do ensino fundamental: admitida como formação mínima oferecida em nível médio, na modalidade Normal, que a Lei n° 9394/96 recriou.
       Vale lembrar que hoje vivemos tempos de profundas mudanças, nas diferentes atividades humanas, inclusive na educação, devido aos avanços da tecnologia da informação e comunicação.
       Assim, cabe indagar: será que a importância e a valorização do professor estão ameaçadas pela tecnologia? Alguns acham que sim, argumentando que o conhecimento vem se desvinculando do espaço físico da escola e da figura do professor. A meu ver, ao contrário, as novas tecnologias educacionais estão valorizando o educador, disponibilizando mais recursos para a construção do conhecimento, mas exigindo um novo tipo de profissional, um novo perfil de professor, mais ligado aos recursos da modernidade.
       Libâneo (2003, p.14) traduz muito bem os anseios do magistério ao dizer que a “democratização do ensino passa pelos professores, por sua formação, por sua valorização profissional e por suas condições de trabalho”, e afirma que “pesquisadores tem defendido a importância do desenvolvimento profissional”. Devemos entender que o processo de valorização envolve a formação profissional e continuada, a melhoria da remuneração paga e das condições de trabalho. É um processo de luta pela profissionalização, que deve partir da exigência de uma formação superior de qualidade, aliadas a pesquisas que se revertam numa melhor formação. É preciso galgar uma formação crítica e reflexiva, principalmente sobre a própria prática docente, buscando no cotidiano os melhores métodos e soluções para os dilemas escolares e a melhoria do aprendizado em sala de aula.
       Cada vez mais, quer seja no ensino presencial ou na modalidade à distância, o professor é essencial no processo ensino-aprendizagem. Precisamos sim, por um lado, da regulamentação do ensino a distância (EAD), para proteger os direitos do mestre, inclusive o direito de uma remuneração compatível com as exigências do mercado; por outro lado, esse novo professor presencial, deve ter, também, uma remuneração compatível, pois gasta dinheiro, tempo e energia preparando-se para o papel de educador. 
       Mal se pode imaginar o que representa na vida de uma criança o simples gesto de um professor. O que pode uma palavra, um gesto que, muitas vezes, insignificante e rotineiro valer com força formadora.
       Qualquer profissional é importante na sociedade, mas a profundidade do significado do professor não é efêmero , ele ultrapassa o infinito, vai além do espaço e do tempo. O gesto do professor pode encher de dignidade e consideração, pode trazer confiança, segurança, auto-estima, elementos fundamentais na realização plena pessoal de qualquer ser humano. Um gesto do professor pode também chamar a tona toda fragilidade e insegurança chegando a destruir todo um futuro, causando males irreparáveis á vida de uma pessoa.
       Cada indivíduo é o sujeito de sua própria educação, cabendo descobrir seu próprio caminho. Nessa descoberta o educador desempenha um papel essencial. Mas nem sempre e nem todo professor é um educador, pois também precisa encontrar seu caminho.
       Atualmente, discute-se muito a necessidade de valorização do educador. Valorizar o professor significa criar condições para que ele exerça plenamente sua função de educador, ou seja, aquela pessoa que auxilia o educando a descobrir a si mesmo.






O QUE É HIPERATIVIDADE?


Distraído, avoado, enrolado, esquecido, desorganizado, impulsivo, agitado, inquieto, vive a "mil por hora".
Toda criança se comporta assim de vez em quando, mas quando a inquietação e a desatenção são a regra, estamos diante de um distúrbio clínico, que é um funcionamento cerebral diferente denominado Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
  
 A hiperatividade, é denominada na medicina de Desordem do Déficit de Atenção (DDA) ou Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Embora a criança hiperativa tenha muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento   O TDAH - é uma condição de base orgânica, que tem por principais características dificuldades em manter o foco da atenção, o controle da impulsividade e a agitação - que é a hiperatividade.
 Esta estrutura é chamada de lobo pré-frontal, é uma área do córtex cerebral localizada na parte da frente da cabeça, entre a testa e o meio do crânio.Estudos já mostraram diferenças no   cérebro de um portador de TDAH. Existe também uma alteração química causada pela falta de dois neurotransmissores a Dopamina e a Noradrenalina. Durante muito tempo chegou a se pensar que o TDAH era exclusivo dos meninos. As meninas são mais propensas a ter problemas com atenção e menos propensas a ter hiperatividadeDe todos os transtornos em neuropsiquiatria o TDAH é aquele que tem uma maior participação genética então é muito comum se passar de pai para filho.
   Uma pessoa pode nunca perceber, nunca diagnosticar esse transtorno, e esse é um problema comum na prática clínica porque como o TDAH é um transtorno que se inicia na infância, a idéia que a pessoa tem, é que “eu sempre fui desse jeito”, de fato ela sempre foi assim desde pequenininha, muitas vezes não percebe isso como um problema que está causando prejuízo no seu dia a dia.
São os professores que costumam perceber algo de diferente na sala de aula, comparando com as outras crianças fica mais fácil de identificar um caso de TDAH, no consultório médico o diagnostico é feito a partir de entrevistas e da observação do comportamento do paciente.
Quando bem tratada e orientada, o comportamento da criança hiperativa consegue ser canalizada de forma correta e ela aprende a distribuir toda a sua energia para atividades benéficas e construtivas ao invés de usar a rebeldia para chamar a atenção. 

UMA VISÃO DOCENTE

PESQUISA DE CAMPO - ENTREVISTA COM PROFESSORA APOSENTADA - Alaíde Souza Costa, professora na rede Estadual de Ensino de Sergipe.
Por: Aliciane Costa 

1- Concorda que professores iniciantes lecionem em séries iniciais? Justifique.
R: Não.As séries iniciais do ensino fundamental representam a base na formação de um estudante. Portanto, devem ser lecionadas por não só  professores formados, mas também competentes e comprometidos com a educação.

 2- O que é melhor nas salas de aulas, turmas homogêneas ou heterogêneas? Por quê?

R: A heterogeneidade em sala de aula dificulta muito durante a prática do ensino, mas, já que a realidade não é estanque e homogênea, o professor que é capacitado, faz o seu planejamento procurando promover o intercâmbio entre os alunos. A troca de experiências entre os  educandos só irá enriquecer o desenvolvimento intelectual de cada um deles.

 3- Por que é importante trabalhar a heterogeneidade desde o período de formação inicial dos professores?       

R: porque a realidade é heterogênea. Fugir dessa verdade é promover uma educação descontextualizada.

 4- O que seria um aluno “fraco”? Esses alunos são separados dos que tem “bom desempenho”?

R: O correto é não separar o aluno que tem mais conhecimento, do aluno que tem menos conhecimento, e sim formar grupos heterogêneos, pois durante a troca de experiência entre eles, acontece o enriquecimento intelectual de ambos.

  5- A influência das primeiras experiências no início da carreira contribuiu de alguma forma para sua prática em sala de aula? E quais foram às principais dificuldades?

R: Desde o início da minha carreira como professora procurei refletir sobre a minha prática pedagógica,com o objetivo de buscar meios para corrigir e melhorar cada vez mais. Dificuldades: falta de apoio da família do aluno;falta de material didático;

 6- Os conhecimentos teóricos e práticos aprendidos no curso de formação foram suficientes para enfrentar as dificuldades na sala de aula?

R: Sim. Estudando a teoria eu pude encontrar  explicações para o que vivenciei na prática.

 7- Em sua ótica, qual o objetivo do estágio? Quais são as etapas do estágio aqui?

R: confrontar e aplicar na realidade, o que você aprendeu na teoria.

 8- Quais os maiores problemas que os estagiários enfrentam aqui?

R: Falta de apoio por parte dos orientadores

 9- O estágio contribuiu para sua prática de ensino? Como?

R: Sim. Durante o estágio o aluno pode aplicar os conhecimentos adquiridos e também pode conviver “in loco” com a realidade da sala de aula.

 10- O que você entende pela idéia da escola em ciclo? Concorda com essa idéia?

R: Teoria que organiza a escola em Ciclos de Desenvolvimento Humano.“É a procura, nada fácil, de organizar o trabalho, tempos e espaços, os saberes, as experiências.Socialização da maneira mais respeitosa para temporalidades do desenvolvimento humano.”(Miguel Arroyo)

Concordo com essa teoria porque ela oferece a oportunidade de repensarmos nossa concepção de educação, nosso papel, perfil e função social como educadores nesse contexto. Também defendem a não reprovação e repetência dentro de cada ciclo, onde o aluno terá a oportunidade  de sempre progredir.

 11- O que acha mais desafiador no processo de ensino e aprendizagem?

R:  a teoria e a prática acontecerem ao mesmo tempo; Uma complementando a outra

12- Fez algum curso além da graduação?

R: Sim. Entre outros: Especialização em Gestão Escolar; Especialização em Prática do Ensino; Tecnologia e Educação.

13- É difícil trazer técnicas diversificadas para a turma? Por quê?

R: Não é difícil, porque hoje temos ambientes tecnológicos(Portal do Professor, por exemplo) que nos dá sugestões de técnicas diversificadas...o segredo é pesquisar...

 14- A prática reflexiva da prática de ensino apresenta-se como ponto de partida ou ponto de Chegada? Por quê?

R: Os dois. Porque ela nos ajuda a refletir sobre a nossa prática pedagógica e  a partir daí, aperfeiçoá-la sempre.